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domingo, 14 de outubro de 2007

Te Doy Mis Ojos

Muitos cineastas espanhóis contemporâneos estão preocupados em retrtatar em seus filmes questões de importância social relevante, como é o caso de Fernando León de Aranoa, como vimos há pouco, e Icíar Bollaín, entre alguns outros que já teremos oportunidade de conhecer. Bollaín, em 2003, produziu o longa "Te Doy Mis Ojos", com Laia Marull, Luis Tosar, Candela Peña e Rosa María Sardà, que trata da violência de um homem contra a sua mulher.

Claramente um drama preocupado na investigação do tema, "Te Doy Mis Ojos" cria dois personagens muito fortes para construir a história de um casal que está desesperadamente em busca de reencontrar o amor que sentia quando se conheceu, cada um ao seu modo. O longa começa com a fuga de Pilar (Laia Marull) da sua casa à casa da irmã, fugida de Antonio (Luis Tosar), seu marido. Pilar leva somente seu filho, um par de coisas e o desespero e medo cravados em seus olhos. Não tarda muito a que Antonio vá atrás da esposa, e o encontro que se estabelece entre os dois nesse momento é um exemplo muito bom do que viria a ser o tom da película.

Enquanto vemos a expressão de medo e desespero de Pilar por saber que seu marido pode lhe machucar de novo a qualquer momento, tem lugar também o desespero de Antonio por não conseguir controlar suas ações nem palavras. Aqui podemos ver que o diretor Icíar Bollaín não pretende fazer do seu filme um exemplo de maniqueísmo que obviamente se poderia esperar de uma história na qual o "bom" e o "mau" estão muito bem definidos. Essa sequência mostra que a Bollaín interessa a investigação profunda dos dois personagens, seus motivos, suas buscas pessoais, suas lutas internas. E consegue, já que, em momento algum, Antonio se torna o montsro da história, e "Te Doy Mis Ojos" nos leva a estar ao lado tanto de Pilar como de seu violento marido.

O que torna esse filme bonito é o interessante manejo do diretor em fazer insinuações e sugerir todo o tema da violência a partir de peculiaridades dos seus personagens. Há sequências belíssimas nas quais sentimos profundamente a dor de Pilar por ter-se visto obrigada a abandonar o marido que ama, ou quando notamos a partir de sutilezas o que é que pode justificar, para Antonio, seu comportamente agressivo. Há uma cena entre os dois que é muito ilustrativa nesse sentido, que é quando Pilar decide voltar pra casa porque acredita nas palavras de amor de Antonio - os dois estão sentados em uma mesinha a céu aberto, e, felizes, gritam para que todos ouçam que nada poderá com o amor deles: "A tomar por culo todo el mundo!", dizem, aos berros e sorrindo.

"Te Doy Mis Ojos" tem no casal protagonista uma dupla de atores que consegue atribuir aos seus personagens a força emocional necessária para que o filme funcione. Laia Marull interpreta uma Pilar capaz de causar os mais diferentes sentimentos no espectador, mas é Luis Tosar que rouba a cena aqui, por conseguir, numa interpretação magnífica, ser profundamente honesto com o seu complexo personagem, conseguindo fazer que o público lhe tivesse um mínimo de comiseração.

"Te Doy Mis Ojos" é o oitavo filme de Icíar Bollaín e a música do filme é de Alberto Iglesias, um dos mais renomados músicos de cinema não só espanhol.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Todo Sobre Mi Madre

“Tudo sobre minha mãe” é uma produção de Pedro Almodóvar, do ano de 1999, classificado no gênero dramático que tem no elenco Eloy Azorín, Cecília Roth, Marisa Paredes, Candela Peña, Antonia San Juan, Penélope Cruz, Rosa Maria Sarda, Fernando Fernán Gómez, Toni Canto, Carlos Lozano e Fito Paez.

Eloy Azorín interpreta Esteban, um adolescente de 17 anos, escritor, que pede como presente de aniversário pra sua mãe Manuela (Cecília Roth) a chance de ir ao cinema ver ao teatro ver a peça “Um Bonde Chamado Desejo”. Marisa Paredes (Huma Rojo) é uma atriz considerada uma estrela e o adolescente fica a espera da saída dela para lhe pedir um autógrafo. Naquele dia Esteban irá perder a sua vida. Devido ao temporal que caia, ele fora atrolepado e faleceu ao chegar no hospital. Sua mãe, desolada e sozinha, decide retornar a Barcelona.

Manuela saiu de Barcelona fugida e agora decidiu retornar para procurar o pai do menino, que agora é um travesti. A vida de Manuela vai se transformar profundamente, ela se vê rodeada de personagens complexos e singulares, tais como o travesti Agrado (Antonia San Juan), que se torna uma grande amiga; Hermana Rosa (Penélope Cruz), uma mulher de bom coração que trabalha em uma instituição que ajuda as pessoas; a atriz em ascensão Huma Rojo (Marisa Paredes); Lola (Toni Canto), além de outros personagens.

Cada personagem que passa pela vida de Manuela lhe traz um significado que a faz refletir e lhe dá força para enfrentar a vida.

“Tudo Sobre Minha Mãe” é um filme forte, aborda temas pesados e pode não agradar aos mais conservadores, porém é um filme considerado por muitos como a obra prima do diretor espanhol mais conhecido do mundo e também um longa muito premiado. Almodóvar levou o Oscar de melhor filme estrangeiro por essa produção.

Fique agora com um trecho do filme "Todo Sobre Mi Madre":